Por um mundo sem psicofobia!

6 de setembro de 2016

Psicofobia






























Conversar sobre doenças mentais é um verdadeiro tabu. Muitas vezes o preconceito está dentro de nós mesmos, quando não aceitamos que precisamos de ajuda para lidar com questões internas ou tratamos os profissionais da saúde mental como "médicos de louco".

Não é nenhuma fraqueza admitir que você precisa de terapia ou até mesmo utilizar medicação controlada para se manter bem por algum tempo.

Cada um tem sua própria forma de lidar com a vida, de internalizar os acontecimentos e perceber o mundo. Para algumas pessoas isso pode ser doloroso. Outras passam por situações parecidas e continuam em pé. Não há certo ou errado. O que existe são pontos de vista.

Depressão, ansiedade, síndrome do pânico, esquizofrenia, transtorno de personalidade limítrofe, são doenças como diabetes, tuberculose, asma, úlcera... Se você trata uma, por que ignora a existência das outras?


O que não dizer a uma pessoa que sofre de algum transtorno mental?



- Doenças e transtornos mentais podem lhe trazer dores no corpo, fadiga excessiva, sensação de peso no corpo, dentre outros sintomas que parecem uma doença física mas não aparecem em exames de rotina. Ninguém fica assim porque quer, por pura preguiça ou por "fazer corpo mole".

- Não é frescura. Não é mimimi. Não é falta de vergonha na cara. Não é fraqueza. Não é exagero. É DOENÇA.

- Não use a doença contra a própria pessoa, não faça joguinhos, não ignore o que a pessoa tem para lhe dizer e não brinque com coisas que podem desencadear um quadro de crise. O que pode ser inofensivo para você, pode significar uma descarga de estresse muito grande na outra pessoa. 

- Incentive a pessoa a procurar ajuda especializada, ir nas consultas médicas e não abandonar o tratamento. Ofereça ao menos um ombro, uma mão para segurar no caminho, uma simples companhia.

O Brasil é o oitavo país com a maior taxa de suicídios: são 32 por dia, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Somos um país de doentes que se acham no direito de julgar o outro por suas limitações mentais. 


É melhor se recolher no silêncio do que ajudar a engrossar uma triste estatística.

3 comentários :

  1. Olá!
    Doenças mentais sempre existiram. E sempre existiu alguém para julgar outro que sofre com algum distúrbio. Tive N's amigos que sofriam de depressão, alto-mutilação, bipolaridade e etc... Não era vergonha para ninguém, mas só para eles. Da maneira que podia eu incentivava a continuar o tratamento e continuar ele mesmo se tratando... Hoje posso quase dizer que ficaram curados, que são seres humanos mais fortes e mais confiantes.

    Gostei do post.
    Beijos
    Karolini
    womenrocker.blogspot.com

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  2. Achei legal sua iniciativa em escrever sobre isso,trabalhar na área da saúde por dois anos me ajudou a compreender essas pessoas, e agora compreender o que de fato eu sinto e estou passando.Conheci pessoas que recorreram a uma profissão diferente como auxilio no tratamento,vi outras usarem a doença como justificativa para seus próprios defeitos...Algo que aprendi tentando compreender o que se passava na minha mente nas consultas,é que jamais podemos nos culpar por tamanha fragilidade e nem tudo que acontece conosco é por conta da doença.
    Se as pessoas enxergassem a doença mental como algo grave,nós que sofremos teríamos mais apoio e compreensão de forma geral.Acredito que dizendo por mim mesma,que uma das melhores coisas que aprendi com esse processo foi desapegar,nem tudo que gostamos faz bem pra gente...nem todo mundo entende ou quer entender,mas faz parte.

    :*

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  3. Ótimo post!
    Acho super importante colocar esse assunto em pauta sempre.
    Infelizmente, vivemos em uma sociedade que exige padrões perfeitos em tudo, até na cabeça das pessoas. Elas não aceitam o diferente, seja em questões simples do dia-a-dia seja em questões de saúde mental mesmo. Enquanto querem que seja algo como 8 ou 80, ou você é são ou você é louco, só vão piorando a situação de quem precisa de ajuda, mas não consegue admitir que está doente. Ou que precisa de uma simples terapia. Aliás, todo mundo devia fazer e ter acesso a terapia. Acredito que teríamos uma sociedade muito mais equilibrada e madura.
    Enfim, adorei a iniciativa!
    bjin

    http://monevenzel.blogspot.com.br/

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